AURA Seguradora
Documento EstratégicoConfidencial

Estudo de Viabilidade
Econômico-Financeira

Análise consolidada para constituição da Seguradora S/A e da Administradora de Proteção Patrimonial Mutualista, com projeções financeiras de 5 anos, estrutura de investimento, cronograma regulatório e análise de riscos.

R$ 806 mil

Investimento Total

4

Sócios Fundadores

5 anos

Horizonte de Projeção

12 UFs + DF

Área de Atuação

1

Sumário Executivo

O presente estudo de viabilidade econômico-financeira analisa a constituição simultânea de duas entidades complementares no mercado de proteção patrimonial e seguros: a Seguradora S/A (segmento S4 SUSEP) e uma Administradora de Proteção Patrimonial Mutualista (PPM), conforme previsto na Lei Complementar nº 213/2025 e na minuta de Resolução CNSP em consulta pública.

A estratégia de dupla constituição permite capturar dois mercados distintos e complementares: o mercado regulado de seguros (auto e vida) através da Seguradora S4, e o mercado de proteção veicular mutualista através da Administradora PPM, que já inicia com uma base de 30.000 placas ativas provenientes das operações existentes dos sócios.

Seguradora S/A

  • Seguro Auto e Vida Mensal
  • Capital Social: R$ 3.500.000
  • 3 Regiões (12 UFs + DF)
  • Produção inicia do zero
  • Break-even operacional: Ano 2
  • Prêmios Ano 5: R$ 20,3 milhões

Administradora PPM

  • Proteção Patrimonial Mutualista
  • Base inicial: 30.000 placas
  • LC 213/2025 + Minuta CNSP
  • Receita desde o Ano 1
  • Resultado positivo: Ano 1
  • Receita Ano 5: R$ 25,3 milhões
2

Estrutura Societária

A estrutura societária é composta por 4 sócios com participação igualitária de 25% cada. O modelo distingue entre o sócio-administrador (Renner Fidélis / Grupo A12), que não realiza aporte financeiro mas contribui com gestão e expertise regulatória, e os 3 sócios-aportadores que dividem igualmente os custos de constituição e capitalização.

Administrador
25%
Renner Fidélis
Grupo A12
Sem aporte financeiro
25%
Alessandro
Movimento Mais Brasil
R$ 268.667
25%
Rodrigo
Uniauto
R$ 268.667
25%
Dennis
Grupo Ello
R$ 268.667

Modelo de Aporte: Os custos de consultoria (R$ 806.000) são divididos igualmente entre os 3 sócios aportadores (R$ 268.667 cada). O capital social de ambas as entidades será integralizado proporcionalmente à participação de cada sócio (25%).

3

Investimento e Cronograma de Pagamentos

Investimento em Consultoria — JH Administração

Seguradora S4

R$ 560.000

Administradora PPM

R$ 196.000

Gestão Renner

R$ 50.000

Total Geral

R$ 806.000

Seguradora S4 — R$ 560.000

Fase I — Instrução Pré-ProcessualR$ 392.000
Fev/2026(Assinatura do Contrato)
R$ 160.000
R$ 53.333/sócio
Mar/2026(30 dias)
R$ 58.000
R$ 19.333/sócio
Abr/2026(60 dias)
R$ 58.000
R$ 19.333/sócio
Mai/2026(90 dias)
R$ 58.000
R$ 19.333/sócio
Jun/2026(120 dias)
R$ 58.000
R$ 19.333/sócio
Fase II — Instrução Processual SUSEPR$ 168.000
Jul-Dez/2026(Ofício SUSEP)
R$ 84.000
R$ 28.000/sócio
2027(Publicação DOU)
R$ 84.000
R$ 28.000/sócio

Administradora PPM — R$ 196.000

Fase 1 — Instrução Pré-ProcessualR$ 196.000
Fev/2026(Assinatura (até 5 dias))
R$ 76.000
R$ 25.333/sócio
Mar/2026(30 dias)
R$ 40.000
R$ 13.333/sócio
Abr/2026(60 dias)
R$ 40.000
R$ 13.333/sócio
Mai/2026(90 dias)
R$ 40.000
R$ 13.333/sócio

Fase 2: Valores a definir conforme regulamentação futura do CNSP/SUSEP para Administradoras PPM.

Gestão Renner — R$ 50.000

Dennis
R$ 16.667
Alessandro
R$ 16.667
Rodrigo
R$ 16.667
4

Projeções Financeiras — Seguradora S4

Premissas-Base: A Seguradora S4 inicia com produção zero, construindo sua carteira gradualmente através da rede de corretores e canais digitais. As projeções consideram sinistralidade de 58% (auto) e 40% (vida), comissões de 18% (auto) e 28% (vida), e resultado financeiro sobre reservas técnicas à taxa Selic vigente (~13% a.a.). O mercado segurador brasileiro cresceu acima de 10% em 2025, com sinistralidade média de 56,5% no seguro auto.

Prêmios Ano 5

R$ 20,3 M

Auto + Vida

Resultado Ano 5

R$ 4,8 M

Líquido

Sinistralidade

52,7%

Média ponderada

Break-even Op.

Ano 2

Resultado operacional positivo

Seguro Auto — Projeção 5 Anos

Premissas Auto: Ticket médio inicial de R$ 145/mês com reajuste anual de 5%. Sinistralidade de 58% (abaixo da média de mercado de 61%). Comissão de corretagem de 18%. Crescimento acelerado a partir do Ano 2 com consolidação da rede de distribuição nas 3 regiões de atuação.

IndicadorAno 1Ano 2Ano 3Ano 4Ano 5
Apólices Ativas (média)8002.4005.5009.00013.500
Ticket Médio MensalR$ 145R$ 152R$ 160R$ 168R$ 176
Prêmios EmitidosR$ 696.000R$ 2.188.800R$ 5.280.000R$ 9.072.000R$ 14.256.000
Prêmios GanhosR$ 580.000R$ 2.044.800R$ 5.016.000R$ 8.708.000R$ 13.824.000
Sinistros Retidos (58%)R$ 336.400R$ 1.185.984R$ 2.909.280R$ 5.050.640R$ 8.017.920
Comissões (18%)R$ 104.400R$ 368.064R$ 902.880R$ 1.567.440R$ 2.488.320
Custo AdministrativoR$ 180.000R$ 280.000R$ 420.000R$ 600.000R$ 840.000
Resultado Operacional-R$ 40.800R$ 210.752R$ 783.840R$ 1.489.920R$ 2.477.760
Resultado FinanceiroR$ 420.000R$ 385.000R$ 450.000R$ 580.000R$ 720.000
Resultado LíquidoR$ 379.200R$ 595.752R$ 1.233.840R$ 2.069.920R$ 3.197.760

Evolução dos Prêmios Emitidos — Auto

Ano 1
R$ 696.000
Ano 2
R$ 2,19 M
Ano 3
R$ 5,28 M
Ano 4
R$ 9,07 M
Ano 5
R$ 14,26 M
5

Projeções Financeiras — Administradora PPM

Base Legal: Lei Complementar nº 213/2025 e Minuta de Resolução CNSP (SEI 15414.611143/2025-13). A Administradora PPM opera sob regime de rateio mutualista, onde as despesas com sinistros são repartidas entre os participantes do grupo. A receita da administradora provém da taxa administrativa de 20% sobre o rateio total. A base inicial de 30.000 placas provém das operações existentes dos sócios (Uniauto, Grupo Ello, Movimento Mais Brasil).

Placas Ano 5

80.000

+167% vs Ano 1

Receita Adm. Ano 5

R$ 25,3 M

Taxa administrativa

Resultado Ano 5

R$ 11,2 M

Líquido

Margem Líquida

44,4%

Sobre receita administrativa

IndicadorAno 1Ano 2Ano 3Ano 4Ano 5
Placas Ativas (média)30.00037.50048.00062.00080.000
Crescimento Anual+25%+28%+29%+29%
Ticket Médio MensalR$ 110R$ 115R$ 120R$ 126R$ 132
Arrecadação Rateio (anual)R$ 39.600.000R$ 51.750.000R$ 69.120.000R$ 93.744.000R$ 126.720.000
Taxa Administrativa (20%)R$ 7.920.000R$ 10.350.000R$ 13.824.000R$ 18.748.800R$ 25.344.000
Sinistros Pagos (55%)R$ 21.780.000R$ 28.462.500R$ 38.016.000R$ 51.559.200R$ 69.696.000
Fundo de Reserva (5%)R$ 1.980.000R$ 2.587.500R$ 3.456.000R$ 4.687.200R$ 6.336.000
Custos OperacionaisR$ 3.600.000R$ 4.200.000R$ 5.100.000R$ 6.200.000R$ 7.500.000
Tecnologia e SistemasR$ 960.000R$ 1.080.000R$ 1.200.000R$ 1.380.000R$ 1.560.000
Pessoal (folha)R$ 1.800.000R$ 2.160.000R$ 2.640.000R$ 3.240.000R$ 3.960.000
Marketing e AquisiçãoR$ 480.000R$ 600.000R$ 780.000R$ 960.000R$ 1.200.000
Compliance e RegulatórioR$ 360.000R$ 420.000R$ 480.000R$ 540.000R$ 600.000
Resultado OperacionalR$ 720.000R$ 1.890.000R$ 3.624.000R$ 6.368.800R$ 10.284.000
Resultado FinanceiroR$ 280.000R$ 380.000R$ 520.000R$ 720.000R$ 960.000
Resultado LíquidoR$ 1.000.000R$ 2.270.000R$ 4.144.000R$ 7.088.800R$ 11.244.000

Evolução de Placas Ativas

Ano 1
R$ 30.000
Ano 2
R$ 37.500
Ano 3
R$ 48.000
Ano 4
R$ 62.000
Ano 5
R$ 80.000

Evolução do Resultado Líquido

Ano 1
R$ 1,00 M
Ano 2
R$ 2,27 M
Ano 3
R$ 4,14 M
Ano 4
R$ 7,09 M
Ano 5
R$ 11,24 M

Composição de Custos — Ano 1

55%
20%
11%
Sinistros (55%): R$ 21,78 M
Taxa Adm. (20%): R$ 7,92 M
Fundo Reserva (5%): R$ 1,98 M
Custos Op.: R$ 3,60 M
Outros: R$ 4,32 M
6

Provisões Técnicas e Capital Regulatório

Seguradora S4 — Requisitos de Capital

Capital Base (3 Regiões)R$ 1.380.000
Região 2 (PI, MA, CE)R$ 1.224.000
Região 3 (PE, RN, PB, AL)R$ 1.236.000
Região 5 (GO, DF, TO, MT, MS)R$ 1.320.000
Maior valor = Capital BaseR$ 1.380.000
Capital Social IntegralizadoR$ 3.500.000
Margem sobre Capital Base: 154%100%

Provisões Técnicas Obrigatórias

PPNG

Provisão de Prêmios Não Ganhos

Pro rata temporis dos prêmios vigentes

PSL

Provisão de Sinistros a Liquidar

Sinistros avisados e pendentes de pagamento

IBNR

Sinistros Ocorridos e Não Avisados

Estimativa atuarial de sinistros não reportados

PDR

Provisão de Despesas Relacionadas

Custos de regulação e liquidação de sinistros

PCC

Provisão Complementar de Cobertura

Teste de adequação de passivos (TAP)

CMR (Capital Mínimo Requerido): O maior entre o Capital Base (R$ 1.380.000) e o Capital de Risco (calculado com base nos riscos de subscrição, crédito, operacional e mercado). Nos primeiros anos, o Capital Base será o determinante, dado o baixo volume de operações.

Administradora PPM — Requisitos Regulatórios

Base Legal

Lei Complementar nº 213/2025
Minuta de Resolução CNSP (SEI 15414.611143/2025-13)
Regulamentação SUSEP (em elaboração)
Capital Social EstimadoR$ 1.500.000

Valor estimado com base nos requisitos da minuta CNSP. O valor definitivo será definido pela regulamentação final.

Requisitos da Minuta CNSP

Forma JurídicaS/A com objeto social exclusivo
Grupo Mínimo1.000 participantes ativos por grupo
CoberturasCasco veículos, RC terceiros, assistências
Capital BaseMontante fixo a ser mantido permanentemente
Capital de RiscoMontante variável conforme riscos da operação
Ativos GarantidoresVinculados à garantia das provisões técnicas
Atuário ResponsávelObrigatório para cálculo de provisões e rateios
PRSPlano de Regularização de Solvência

Atenção: A regulamentação definitiva da SUSEP para Administradoras PPM ainda está em elaboração. Os valores de capital base e requisitos específicos podem ser ajustados quando da publicação da Resolução CNSP final. As projeções consideram cenário conservador baseado na minuta disponível.

7

Custos Operacionais Detalhados

Investimento Inicial — Seguradora S4

Capital Social IntegralizadoR$ 3,50 M
Consultoria JH (Seguradora)R$ 560.000
Gestão Renner FidélisR$ 50.000
Infraestrutura TI (Core Insurance)R$ 350.000
Escritório e MobiliárioR$ 120.000
Folha de Pagamento (6 meses)R$ 480.000
Reserva de ContingênciaR$ 200.000
TOTALR$ 5,26 M

Investimento Inicial — Administradora PPM

Capital Social IntegralizadoR$ 1,50 M
Consultoria JH (Administradora)R$ 196.000
Plataforma Tecnológica PPMR$ 280.000
Escritório e InfraestruturaR$ 80.000
Folha de Pagamento (6 meses)R$ 360.000
Marketing InicialR$ 150.000
Reserva de ContingênciaR$ 150.000
TOTALR$ 2,72 M

Quadro de Pessoal Projetado

Seguradora S4

CargoAno 1Ano 3Ano 5
Diretoria (CEO, DT, DF)334
Subscrição e Produtos123
Sinistros124
Comercial135
TI e Dados123
Compliance e Jurídico112
Administrativo/Financeiro123
TOTAL91524

Administradora PPM

CargoAno 1Ano 3Ano 5
Diretoria (CEO, DT, DF)334
Operações e Sinistros4814
Comercial e Parcerias246
Atendimento3610
TI e Sistemas234
Compliance e Atuarial123
Administrativo/Financeiro234
TOTAL172945
8

Análise de Riscos e Estratégias de Mitigação

RiscoProbabilidadeImpactoEntidadeEstratégia de Mitigação
Atraso na autorização SUSEPALTOALTOAmbasContratação de consultoria especializada (JH); acompanhamento proativo; documentação completa desde o início
Sinistralidade acima do esperadoMÉDIOALTOSeguradoraPolítica de subscrição conservadora; resseguro proporcional; monitoramento mensal de loss ratio
Regulamentação PPM desfavorávelMÉDIOALTOAdm. PPMParticipação ativa na consulta pública; adaptação do modelo de negócios; reserva de contingência
Crescimento abaixo do projetadoMÉDIOMÉDIOSeguradoraDiversificação de canais; parcerias estratégicas; revisão trimestral de metas
Evasão de participantes PPMMÉDIOMÉDIOAdm. PPMPrograma de fidelização; qualidade no atendimento a sinistros; precificação competitiva
Conflito societárioBAIXOCRÍTICOAmbasAcordo de sócios robusto; cláusulas de saída; mediação/arbitragem; shotgun clause
Inadimplência de aporteBAIXOCRÍTICOAmbasDiluição punitiva; compra forçada; suspensão de direitos; conta escrow
Insuficiência de capitalBAIXOALTOSeguradoraMargem de 154% sobre Capital Base; resultado financeiro sobre reservas; chamada de capital prevista no acordo
Falha tecnológicaBAIXOALTOAmbasRedundância de sistemas; backup em nuvem; SLA com fornecedores; plano de continuidade
Mudança regulatória adversaBAIXOMÉDIOAmbasMonitoramento regulatório contínuo; flexibilidade operacional; reserva de compliance
9

Cronograma e Marcos Regulatórios

Seguradora S4

Fev/2026

Contratação JH Consultoria

Assinatura do contrato e início da Fase I — Instrução Pré-Processual

Mar-Jun/2026

Elaboração do Projeto

Estudo de viabilidade, plano de negócios, estatuto social, acordo de acionistas

Jul/2026

Protocolo na SUSEP

Entrega da documentação completa para análise da autarquia

Ago-Dez/2026

Análise SUSEP

Fase II — Instrução Processual. Resposta a diligências e complementações

1º Sem/2027

Ofício SUSEP

Emissão do ofício autorizativo para constituição da seguradora

2º Sem/2027

Portaria DOU

Publicação da Portaria Autorizativa no Diário Oficial da União

2028

Início das Operações

Seguradora autorizada a emitir apólices de seguro auto e vida

Administradora PPM

Fev/2026

Contratação JH Consultoria

Assinatura do contrato para constituição da Administradora PPM

Mar-Mai/2026

Estruturação do Projeto

Estudo de viabilidade, modelo operacional, estatuto, documentação

2026

Publicação Resolução CNSP

Aguardo da regulamentação definitiva para Administradoras PPM

2026-2027

Pedido de Autorização

Protocolo na SUSEP com prioridade (60 dias da publicação da Resolução)

2027

Autorização SUSEP

Obtenção da autorização para funcionamento como Administradora PPM

2027

Migração de Placas

Transferência das 30.000 placas existentes para o novo modelo regulado

2027-2028

Operação Plena

Administradora em operação com base migrada e crescimento orgânico

Marcos Consolidados — Visão Geral

1º Sem 2026

Constituição

Contratação de consultorias, elaboração de projetos, definição do acordo societário

2º Sem 2026

Protocolo SUSEP

Entrega de documentação, início da análise regulatória para ambas as entidades

2027

Autorização

Obtenção das autorizações para funcionamento da Seguradora e da Administradora PPM

2028+

Operação

Início das operações comerciais, emissão de apólices e gestão de grupos PPM

Nota Metodológica

As projeções financeiras deste estudo foram elaboradas com base em dados públicos do mercado segurador brasileiro (SUSEP, CNseg, IRB Re), benchmarks de seguradoras S4 em operação, e premissas conservadoras de crescimento. Os dados da Administradora PPM consideram a base existente de 30.000 placas dos sócios e o modelo de rateio mutualista previsto na LC 213/2025.

Fontes principais: Painel de Inteligência do Mercado de Seguros (SUSEP), Relatório Setorial IRB Re, Síntese Mensal SUSEP, Resolução CNSP nº 432/2021, Minuta de Resolução CNSP (SEI 15414.611143/2025-13), Lei Complementar nº 213/2025.

Este documento tem caráter informativo e estratégico. As projeções são estimativas baseadas em premissas que podem variar conforme condições de mercado, regulatórias e operacionais. Recomenda-se revisão periódica e atualização conforme evolução do processo de constituição.

10

Blindagem Societária e Estruturação Regulatória

Guia Estratégico para o Acordo de Acionistas: Este questionário reúne 54 questões estratégicas organizadas em 10 blocos temáticos — incluindo Alertas Críticos sobre as Propostas JH e Estrutura do Sócio-Gestor (CEO) com fundamentação legal explícita (Lei 6.404/76, LC 213/2025, Resoluções CNSP/SUSEP), mapa de riscos e cláusulas recomendadas. Cada tópico possui um sistema de anotações colaborativas para registro de observações e uso em reuniões entre os sócios.

1

Estrutura de Participação (Holding Patrimonial)

Os acionistas integralizarão suas participações como Pessoas Físicas ou será exigida a constituição de Pessoas Jurídicas (Holdings Patrimoniais) para cada um? A exigência de uma holding visa criar uma camada adicional de proteção, em linha com o Art. 1º da Lei 6.404/76, que limita a responsabilidade do acionista ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas.

Art. 1º, Lei 6.404/76
2

Responsabilidade por Dívidas Pessoais e Penhora de Ações

Como o Acordo de Acionistas tratará a hipótese de dívidas pessoais, processos de divórcio, partilha de bens ou sucessão de um dos acionistas? Para evitar que um terceiro estranho ingresse na sociedade, o Acordo preverá um direito de preferência ou uma opção de compra para os demais acionistas adquirirem as ações do sócio executado ou do herdeiro?

Art. 118, Lei 6.404/76
3

Vedações a Garantias Pessoais

O Acordo de Acionistas vedará expressamente que qualquer acionista preste aval, fiança ou qualquer outra forma de garantia em nome da sociedade (Seguradora ou Administradora) sem a aprovação por quórum qualificado (e.g., 75%) do Conselho de Administração ou da Assembleia Geral? Esta medida visa proteger a companhia de obrigações que não sejam de seu interesse direto.

Art. 155, Lei 6.404/76 (Dever de Lealdade)
4

Proibição de Solidariedade e Responsabilidade do Administrador

O Acordo reforçará que a responsabilidade dos acionistas é limitada e que os administradores só respondem por atos de gestão com culpa ou dolo, ou com violação da lei ou do estatuto? Haverá cláusula explícita que proíba a responsabilidade solidária dos demais acionistas por atos ilícitos de um deles?

Art. 158, Lei 6.404/76
5

Arquitetura Operacional (Holding Controladora)

A estrutura societária contemplará a criação de uma holding operacional que controlará a Seguradora e a Administradora? Esta arquitetura, além de otimizar a gestão, permite uma melhor segregação dos riscos operacionais de cada entidade, em conformidade com as boas práticas de governança incentivadas pela Resolução CNSP 416/2021.

Resolução CNSP 416/2021
6

Chamadas de Capital (Capital Calls)

Como serão definidas as necessidades de aportes futuros (para aumento de capital, cobertura de prejuízos, etc.)? A competência para aprovar uma chamada de capital será da Assembleia Geral, exigindo qual quórum?

Art. 170, Lei 6.404/76
7

Direito de Preferência e Procedimento

O Acordo de Acionistas reafirmará o direito de preferência de cada acionista na subscrição de novas ações? Qual será o prazo e o procedimento formal para o exercício desse direito?

Art. 171, Lei 6.404/76
8

Consequências da Inadimplência (Mora do Subscritor)

O Acordo detalhará as consequências para o acionista que não integralizar as ações subscritas?

Art. 106 e 107, Lei 6.404/76
  • Constituição em Mora: A inadimplência será constituída mediante notificação formal?
  • Multa e Juros: Qual será a multa (e.g., 10%, 20%) e os juros de mora aplicados sobre o valor não integralizado?
  • Suspensão de Direitos: O Acordo preverá a suspensão dos direitos do acionista inadimplente?
9

Mecanismo de Suprimento e Diluição

Os acionistas adimplentes terão o direito de subscrever as ações não integralizadas pelo sócio em mora? O Acordo pode prever um mecanismo de diluição punitiva, onde os adimplentes subscrevem as ações com deságio, como forma de penalizar a inadimplência e capitalizar a companhia?

10

Exclusão por Justa Causa

A inadimplência recorrente ou que coloque em risco o cumprimento dos requisitos de capital da SUSEP será tipificada no Acordo de Acionistas como justa causa para a exclusão do acionista, permitindo a compra forçada de sua participação pelos demais?

11

Responsáveis Técnicos e Estatutários

Quem serão os Diretores/Administradores estatutariamente designados como responsáveis perante a SUSEP (e.g., Diretor de Controles Internos, Diretor de Riscos, Diretor de Relações com a SUSEP)? O Acordo definirá os critérios de qualificação e experiência para essas funções, em linha com os requisitos de idoneidade e capacidade técnica do regulador?

12

Segregação de Responsabilidades (LC 213/2025)

O Acordo de Acionistas detalhará a completa segregação operacional, contábil e de responsabilidades entre a Seguradora e a Administradora Mutualista, conforme exigido pela LC 213/2025, para garantir que as atividades e os riscos de uma não contaminem a outra?

LC 213/2025
13

Afastamento por Risco Regulatório

Se um acionista ou administrador por ele indicado cometer um ato que coloque em risco a autorização de funcionamento (e.g., perda do requisito de idoneidade, sanção da SUSEP), o Acordo preverá um procedimento para seu afastamento imediato e automático do cargo?

Art. 153 e 158, Lei 6.404/76
14

Responsabilidade por Multas e Sanções (Ação de Regresso)

Se a empresa for multada pela SUSEP devido à conduta dolosa ou culposa comprovada de um acionista ou administrador, o Acordo preverá o direito de regresso automático da companhia contra o responsável?

Art. 159, Lei 6.404/76 (Ação de Responsabilidade)
15

Governança da Comunicação com o Regulador

O Acordo definirá uma política clara sobre quem terá a prerrogativa de se comunicar oficialmente com a SUSEP e o CNSP? Será estabelecido um fluxo de aprovação interna para o envio de documentos, a fim de garantir a consistência e a conformidade das informações?

Resolução CNSP 416/2021 (Controles Internos)
16

Matérias de Veto (Quórum Qualificado)

Quais decisões exigirão aprovação por quórum qualificado (e.g., 75% ou unanimidade)? A lista deve ser exaustiva e limitada a atos de extrema relevância (e.g., mudança de objeto social, fusão, venda de controle, redução do dividendo obrigatório), para evitar o uso abusivo do poder de veto no dia a dia.

Art. 136, Lei 6.404/76
17

Decisões de Gestão Ordinária

O Acordo de Acionistas delegará as decisões de gestão do dia a dia à Diretoria Executiva, dentro dos limites orçamentários aprovados pelo Conselho de Administração, para garantir agilidade operacional?

Art. 138 a 143, Lei 6.404/76
18

Mecanismos de Desempate (Deadlock)

Em caso de empate em deliberações do Conselho de Administração ou da Assembleia de Acionistas, qual será o mecanismo de desempate a ser previsto no Acordo de Acionistas?

Art. 118 e 136-A, Lei 6.404/76
  • Voto de Minerva: O Presidente do Conselho terá voto de qualidade?
  • Mediação e Arbitragem: As partes deverão submeter o impasse a um procedimento de mediação e/ou arbitragem?
19

Cláusula de Exclusão por Justa Causa Societária

O bloqueio reiterado e injustificado de decisões vitais para a companhia, com o claro intuito de prejudicar a operação, será tipificado no Acordo como justa causa para a exclusão do acionista obstrutivo?

Art. 155 (Dever de Lealdade) e Art. 117 (Abuso de Poder)
20

Cláusula de Compra e Venda Forçada (Shotgun Clause)

O Acordo contemplará uma cláusula de "shotgun" como mecanismo drástico para resolver impasses graves? A sua execução deverá ser detalhada no Acordo de Acionistas para garantir sua exequibilidade.

Art. 118, §3º, Lei 6.404/76
21

Política de Pró-labore e Remuneração dos Administradores

Como será definido o pró-labore e a remuneração dos acionistas que atuarem na gestão? A remuneração global dos administradores será fixada pela Assembleia Geral? A política será atrelada a benchmarks de mercado?

Art. 152, Lei 6.404/76
22

Remuneração Variável e Conformidade Regulatória

Haverá política de remuneração variável (bônus)? A distribuição de bônus será suspensa caso a companhia não atenda aos requisitos de capital e solvência da SUSEP, para garantir que a remuneração não se sobreponha à saúde financeira da entidade?

Resolução CNSP 432/2021
23

Política de Distribuição de Dividendos

Qual será o dividendo obrigatório a ser fixado no estatuto? Será definido um percentual do lucro líquido a ser retido para reinvestimento e constituição de reservas, garantindo o fortalecimento da solvência?

Art. 202, Lei 6.404/76
24

Vedação a Antecipações e Demonstrações Financeiras

O Acordo de Sócios vedará expressamente qualquer forma de antecipação de lucros? A distribuição de dividendos será condicionada à apuração de lucro em balanços anuais auditados e aprovados pela Assembleia Geral?

Art. 176, Lei 6.404/76
25

Limites de Endividamento e Despesas

Serão estabelecidos limites claros para despesas administrativas e endividamento, cuja extrapolação exija aprovação por quórum qualificado do Conselho ou da Assembleia? Esta é uma prática de boa governança, alinhada ao dever de diligência dos administradores.

Art. 153, Lei 6.404/76 (Dever de Diligência)
26

Dever de Não Concorrência (Non-Compete)

O Acordo de Acionistas preverá uma cláusula de não concorrência, impedindo que os acionistas participem, direta ou indiretamente, de negócios concorrentes enquanto forem acionistas e por um período após a sua saída (e.g., 2 a 5 anos)? A cláusula deve ser clara e razoável para ser considerada válida.

Art. 155, Lei 6.404/76
27

Confidencialidade e Não Aliciamento (Non-Solicitation)

Haverá cláusula de confidencialidade (NDA) e de não aliciamento, proibindo os acionistas de usar informações estratégicas para fins privados (dever de lealdade) e de contratar/assediar colaboradores-chave por um período determinado após a saída?

Art. 155, Lei 6.404/76 (Dever de Lealdade)
28

Conflito de Interesses

O Acordo reforçará a proibição de que um administrador intervenha em operação na qual tenha interesse conflitante? Serão definidos procedimentos para a comunicação e deliberação sobre transações com partes relacionadas?

Art. 156, Lei 6.404/76
29

Consequências da Quebra de Dever Fiduciário

A comprovação de uma conduta vedada (e.g., desvio de oportunidade de negócio, uso indevido da marca) resultará em consequências automáticas, como a perda do cargo de administrador, a aplicação de multa contratual e a possibilidade de exclusão por justa causa?

30

Canal de Denúncias e Apuração

Será implementado um mecanismo formal para apuração de denúncias de má conduta, em linha com as melhores práticas de governança e compliance?

Resolução CNSP 416/2021
31

Direito de Saída Voluntária (Retirada)

A partir de quando um acionista poderá exercer seu direito de retirada? O Acordo de Acionistas pode prever um período de lock-up inicial (e.g., 5 anos) para garantir a estabilidade do projeto, desde que não elimine o direito de retirada nos casos previstos em lei.

Art. 137, Lei 6.404/76
32

Procedimento de Saída e Apuração de Haveres

Qual será o procedimento para a saída voluntária? Notificação prévia? Como será o apuramento de haveres? A lei estabelece que o reembolso seja calculado pelo valor de patrimônio líquido contábil, mas o Acordo pode prever um critério diferente (e.g., balanço de determinação, fluxo de caixa descontado), desde que aprovado por todos.

Art. 45, Lei 6.404/76
33

Forma de Pagamento

O pagamento dos haveres será parcelado (e.g., em 24 ou 36 meses) para não descapitalizar a empresa? Esta condição deve estar claramente prevista no Acordo de Acionistas.

34

Exclusão por Justa Causa

O Acordo listará de forma exaustiva os atos considerados "justa causa" para exclusão do acionista (além dos previstos em lei), como inadimplência, quebra de não concorrência, condenação criminal, etc.? A exclusão de sócio em S.A. é matéria complexa e deve ser muito bem fundamentada no Acordo.

35

Valuation na Exclusão por Justa Causa

Em caso de exclusão por justa causa, o valor a ser pago pela participação pode sofrer um deságio punitivo, desde que previsto de forma clara e razoável no Acordo de Acionistas?

36

Falecimento, Incapacidade e Divórcio

O Acordo preverá a liquidação obrigatória da participação em caso de falecimento, incapacidade ou divórcio, transformando-a em uma obrigação de pagamento aos sucessores ou ex-cônjuge? Isso evita a entrada de terceiros indesejados na sociedade e está alinhado com a proteção da affectio societatis.

37

Momento e Gatilhos para a Captação

Em que estágio de maturidade da companhia será permitido o chamamento de investidores externos? A decisão exigirá aprovação unânime dos acionistas?

38

Instrumentos de Investimento

Qual será o instrumento jurídico utilizado? A escolha do instrumento definirá a natureza da relação e os direitos do investidor.

  • Contrato de Participação (Investidor-Anjo): Aportes de capital com remuneração atrelada aos resultados, sem que o investidor se torne sócio (LC 155/2016).
  • Sociedade em Conta de Participação (SCP): A empresa atua como sócia ostensiva e o investidor como sócio participante (oculto).
  • Debêntures Simples ou Notas Comerciais: Emissão de títulos de dívida pela S.A., com remuneração atrelada a metas de performance.
  • Mútuo Conversível em Participação nos Resultados: Contrato de empréstimo que pode ser convertido em um direito de participação nos lucros futuros.
39

Critérios e Análise do Investidor (Due Diligence)

Qual será o processo de análise e aceitação de um investidor externo, em linha com as políticas de PLD-FT e de governança?

Circular SUSEP 612/2020 (PLD-FT)
40

Direitos e Vedações do Investidor

O contrato de investimento deixará explícito que o investidor não terá direito a voto nem será considerado sócio, protegendo a estrutura de controle da companhia?

Art. 116, Lei 6.404/76
41

Estrutura de Rentabilidade e Regras de Saída (Exit)

Como será calculada a rentabilidade e quais serão as opções de saída do investidor? As regras devem ser claras para atrair capital e oferecer segurança jurídica.

42

Conformidade Regulatória (SUSEP/CVM)

Como será garantido que a estrutura de captação não seja caracterizada como um valor mobiliário irregular ou que não infrinja as regras de capital da SUSEP?

43

Assimetria Societária (Sócio Gestor vs. Sócios Investidores)

A estrutura prevê que 3 sócios aportarão 100% do capital de investimento (R$ 252.000 cada para a consultoria, mais capital social futuro) e ainda pagarão um salário mensal de R$ 50.000 para o 4º sócio (Renner), que não aporta capital mas detém 25% da sociedade. Esta é a maior vulnerabilidade do negócio.

  • Qual a contrapartida pela participação de 25% do sócio não-investidor? A gestão é a única contrapartida? Isso deve ser formalizado em um contrato de prestação de serviços com metas claras.
  • Cláusula de Vesting: A participação de 25% do sócio gestor deve ser adquirida progressivamente, condicionada à sua permanência e ao atingimento de metas (KPIs) pré-definidas. Ex: 5% ao ano por 5 anos.
  • Good Leaver / Bad Leaver: O que acontece com a participação do sócio gestor se ele sair? Se sair por vontade própria ou for demitido por justa causa (bad leaver), ele perde o direito às ações não "vestidas" e pode ser obrigado a vender sua parte adquirida com grande deságio.
44

Remuneração do Sócio Gestor

O salário de R$ 50.000/mês (R$ 600.000/ano) deve ser tratado como uma despesa da companhia, não um rateio direto entre os sócios.

  • Condicionamento da Remuneração: O pagamento deve estar condicionado à saúde financeira da empresa e ao cumprimento de metas.
  • Revisão Periódica: O valor deve ser revisado anualmente com base no desempenho da empresa e em benchmarks de mercado.
45

Conflito de Interesses na Contratação da Consultoria

A consultoria JH é do Sr. Armando Virgílio, que é sócio do Sr. Renner Fidélis em outra empresa (A12 Assessoria). O Sr. Renner, por sua vez, é um dos 4 sócios da nova empreitada. Isso configura um claro conflito de interesses.

Art. 156, Lei 6.404/76
  • Transparência e Aprovação: Essa relação foi plenamente declarada a todos os sócios? A contratação da JH deve ser aprovada formalmente pelos 3 sócios investidores, com a abstenção do Sr. Renner.
  • Análise de Mercado: Foram cotadas outras consultorias para garantir que os termos da JH (preço, escopo, prazo) são competitivos e de mercado? O § 1º do Art. 156 exige que a contratação seja em condições equitativas.
46

Custos Ocultos e Incompletos

A planilha de investimento é perigosamente incompleta. O Acordo de Acionistas deve prever como serão feitos os aportes para:

  • Capital Social Mínimo: A SUSEP exige capital mínimo para a Seguradora (~R$ 3,5 milhões para S4) e exigirá para a Administradora. Quem integralizará esse valor? A participação deve ser proporcional ao capital total investido.
  • Custos Operacionais (Burn Rate): A empresa terá despesas mensais (aluguel, sistemas, folha de pagamento) antes de gerar receita. De onde virá esse capital de giro?
  • Fase 2 da Administradora: O custo está em aberto e pode ser significativo. É preciso provisionar esse risco.
47

Formalização do Contratante

Quem assinará o contrato com a consultoria JH? A recomendação é que seja criada uma sociedade simples ou um veículo pré-operacional em nome dos 4 sócios para formalizar essa contratação, e não em nome de apenas um deles.

48

Vesting da Participação Societária

A totalidade das ações (25%) não será entregue no início. A aquisição do direito a elas será progressiva, através de um cronograma de Vesting.

  • Sugestão de Estrutura: Prazo total de 5 anos. Nos primeiros 12 meses (período de Cliff), ele não adquire direito a nenhuma ação. A partir do 13º mês, ele passa a adquirir o direito a 1/48 de sua participação total a cada mês.
  • Objetivo: Incentivar o comprometimento de longo prazo e proteger os sócios investidores de uma saída prematura.
49

Cláusulas de Saída (Good Leaver vs. Bad Leaver) — Acionista

Estas cláusulas definem o destino das ações que ele JÁ ADQUIRIU pelo vesting.

  • Bad Leaver (Saída Prejudicial): Se demitido por justa causa (fraude, violação grave do estatuto), pedir demissão antes do fim do vesting ou violar cláusulas de não concorrência — obrigado a vender as ações por valor simbólico (e.g., R$ 1,00).
  • Good Leaver (Saída Não Prejudicial): Se demitido sem justa causa, aposentadoria após o ciclo de vesting, ou invalidez/morte — demais sócios terão direito de compra pelo valor de mercado (avaliação independente), com pagamento parcelado.
50

Direitos Políticos de Acionista

Como acionista, o Sr. Renner terá o direito de participar e votar nas Assembleias Gerais, fiscalizar a gestão e receber dividendos, proporcionalmente à sua participação já adquirida (vested). Seus direitos de voto (25%) são um contrapeso natural e devem ser respeitados, exceto em decisões onde haja conflito de interesses.

51

Contrato de Gestão e Subordinação ao Conselho

Será firmado um Contrato de Diretor Estatutário, com prazo determinado (e.g., 2 ou 3 anos, renovável), que estabelecerá suas responsabilidades, metas e KPIs, sua remuneração fixa e variável, e sua subordinação direta ao Conselho de Administração.

52

Limites de Autoridade (Alçada)

O Estatuto Social e/ou o Regimento Interno do Conselho definirão claramente os limites de sua autoridade para tomar decisões sem a aprovação prévia do Conselho. Atos como a venda de ativos relevantes, a contratação de empréstimos acima de certo valor ou a aprovação de despesas fora do orçamento exigirão aprovação colegiada.

53

Destituição do Cargo de CEO

A destituição do cargo de CEO é uma prerrogativa do Conselho de Administração. O Acordo deve prever que a decisão de destituição possa ser tomada a qualquer momento, por deliberação da maioria dos membros do Conselho. Importante: A destituição do cargo de CEO NÃO significa a exclusão do quadro de acionistas.

Art. 142, IV, Lei 6.404/76
54

Remuneração Justa e de Mercado

A remuneração (fixa + variável) deve ser compatível com a de um CEO de uma empresa de porte e complexidade semelhantes no setor de seguros/fintechs. Ela é a contrapartida pelo seu trabalho executivo, enquanto os dividendos são a remuneração do seu capital (no caso, seu sweat equity).

Referências Legais: Lei nº 6.404/76 (Lei das S/A) · LC nº 213/2025 (PPM) · Decreto-Lei nº 73/66 (SNSP) · Resolução CNSP 432/2021 (Capital e Solvência) · Resolução CNSP 416/2021 (Controles Internos e Governança) · Circular SUSEP 612/2020 (PLD-FT) · Código Civil (SCP e Obrigações).

Mapa de Riscos Societários Críticos

RiscoFinanceiroRegulatórioReputacionalMitigação Sugerida
Inadimplência de AporteALTOCRÍTICOALTODiluição punitiva, compra forçada, suspensão de direitos
Quebra de IdoneidadeMÉDIOCRÍTICOCRÍTICOExclusão sumária, renúncia imediata, recompra forçada
Travamento DecisórioALTOMÉDIOALTOVoto de minerva, mediação/arbitragem, shotgun clause
Conflito de InteressesALTOMÉDIOALTONon-compete e non-solicitation com multas elevadas
Saída DesestruturadaALTOCRÍTICOALTOLock-up, valuation pré-definido, pagamento parcelado

Cláusulas Contratuais Recomendadas

Shotgun Clause (Buy-Sell)

Cláusula de compra e venda forçada como último recurso em deadlock. Procedimento de notificação, prazos e pagamento definidos.

Diluição Punitiva por Inadimplência

Deságio de 50% sobre valor patrimonial para sócios que não aportam capital. Torna a inadimplência extremamente custosa.

Recompra Compulsória por Justa Causa

Deságio de 30-50% sobre laudo de avaliação. Pagamento estendido (36-60 meses) para proteger o caixa.

Non-Compete & Non-Solicitation

Cobertura nacional, 3-5 anos pós-saída. Mercados vedados: seguros, resseguros, previdência, capitalização, PPM. Multa prefixada.

Conta Escrow para Garantia de Obrigações

Parte dos dividendos retida por 12-24 meses para garantir cumprimento de obrigações futuras ou ressarcimento de danos.

Próximos Passos

Este estudo de viabilidade é um documento vivo que será atualizado conforme o avanço do processo regulatório e as definições do acordo societário entre os sócios.